Os
meios de comunicação, principalmente impressa, e, em particular, jornais
e revistas – Importação e Exportação no
Mercosul e Tábua das Marés no porto de Santos (exemplos
3 e 4) – apresentam reportagens onde os mais diversos argumentos estão
fundamentados em gráficos de diferentes tipos, mostrando a variação
de determinadas grandezas. São gráficos de barras – verticais ou horizontais
–, gráficos setoriais, gráficos de linhas. Nestes últimos, os pontos
que aparecem no gráfico são interligados, na maioria das vezes por segmentos
de reta, na pretensão de propiciar uma visualização melhor. Entretanto,
nada garante que, se uma nova medida fosse realizada, o resultado estaria
na linha desenhada.
Por
outro lado, na literatura científica, em textos que descrevem experiências
de laboratório - ou seja, coleta de dados obtidos empiricamente - encontramos
outro tipo de gráfico formado por pontos que não estão ligados por curva
alguma. Às vezes, está desenhada uma linha, da qual os pontos que descrevem
os resultados das experiências estão razoavelmente próximos. O gráfico,
nesse caso, não precisa necessariamente passar por algum dos pontos
experimentalmente encontrados, mas, sendo uma curva próxima, permite
uma visualização eficiente do comportamento do fenômeno estudado, mostrando
que ele pode ser modelado por determinada função.