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Observemos algumas
curvas no plano:
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A
reta tangente "toca"
a curva em um único ponto. |

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A
reta tangente "toca" a curva
em um único ponto. |

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A
reta tangente encontra a curva em dois
pontos:
no ponto em que é tangente, a reta apenas "toca"
a curva;
no outro ponto, a reta atravessa a curva. |

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A
reta tangente intercepta a curva
em um único ponto, sendo que a reta "atravessa" a
curva. |

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A
reta tangente a uma reta,
em qualquer ponto, é a própria reta! |
Nas figuras observamos que o conceito de reta tangente
a uma curva é uma questão delicada e a idéia dessa
reta encontrar a curva num único ponto não é geral.
Isso realmente funciona no caso de uma circunferência e mesmo de
uma parábola, mas já não funciona numa curva como
aquela da Situação 3, que é o gráfico
de uma função polinomial de grau três.
Também não é geral a idéia de que, localmente,
a reta apenas toca a curva, sem atravessá-la. De fato, na Situação
4, em y=x3, a reta y=0, que atravessa a curva,
é a reta tangente no ponto (0,0).
E, na Situação 5, no caso da curva dada ser uma reta,
a reta tangente em qualquer ponto coincide com essa mesma reta!
A característica
comum a todas as situações é a de que "perto"
do ponto de tangência a reta está "muito próxima"
à curva, mas essa idéia se tornará mais precisa.
De modo geral, examinando
uma curva e a reta tangente num ponto T dessa curva, observamos que pontos
da reta tangente, próximos a T, estão bem perto de pontos
da curva, também próximos a T.

Essas idéias
ficarão mais claras quando conseguirmos resolver
o seguinte problema: considerando uma curva que é o gráfico
de uma função, encontrar a reta tangente a essa curva num
ponto estabelecido.
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